Júri de ex-PM é anulado após ameaças à juíza e aos jurados em São José do Rio Preto

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Júri é interrompido após ameaças durante interrogatório

A Justiça anulou o julgamento do ex-policial militar Eduardo José de Andrade após declarações consideradas graves durante sessão do Tribunal do Júri realizada na última quinta-feira (12), em São José do Rio Preto/SP.

O réu era julgado pelo assassinato de Tiago de Paula, de 32 anos, morto a tiros em novembro de 2022, no município de Cedral/SP.

Durante o interrogatório, Eduardo admitiu a autoria do homicídio e fez afirmações de teor violento. Além da confissão, passou a intimidar diretamente os jurados e a magistrada responsável pela condução da sessão.

Diante das declarações, a juíza interrompeu o julgamento e questionou os jurados quanto à possibilidade de prosseguimento dos trabalhos. Um dos integrantes do Conselho de Sentença afirmou não se sentir em condições de continuar, o que levou ao encerramento da sessão e à consequente anulação do Júri.

Até o momento, não há nova data definida para realização de outro julgamento.

Assista o momento:


As acusações contra o ex-PM

Eduardo foi denunciado por homicídio qualificado, sendo-lhe atribuídos motivo fútil e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Segundo a acusação, mesmo estando de folga, ele teria utilizado arma da Polícia Militar para efetuar disparos contra Tiago, que se encontrava sentado em frente à própria residência. A vítima foi atingida por pelo menos sete tiros.


Pedido de incidente de insanidade mental

Após o ocorrido, a defesa informou ter requerido a instauração de incidente de insanidade mental, pleito que foi acolhido pelo juízo.

De acordo com a defensora, as declarações do acusado durante o julgamento podem estar relacionadas a possível quadro psiquiátrico. A situação será submetida a perícia oficial a ser designada pelo Estado.


Condenação anterior do acusado

Conforme divulgado, o ex-policial militar já havia sido condenado anteriormente.

Em fevereiro de 2025, ele recebeu pena de 29 anos de prisão pelo assassinato de João Gonçalves Filho, de 39 anos, também ocorrido em Cedral/SP.

As investigações apontaram que esse crime teria sido motivado por dívida relacionada ao tráfico de drogas. A ossada da vítima foi localizada apenas meses depois, em abril de 2023.

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@academiacriminaloficial